Resultados

Principais controladores de clima das anômalas alturas das marés no estuário da Amazônia.

Análise Climática

Principais controladores de clima das anômalas alturas das marés no estuário da Amazônia.

Objetivo: Determinar os principais fatores climáticos responsáveis por anomalias de marés no estuário do Amazonas.

Usando dados mensais da altura de marés em Porto Santana-AP entre 2007 e 2012, podemos determinar que a precipitação na bacia Amazônica afeta a altura das marés em Porto Santana três meses depois. Isso se deve ao tempo médio que a precipitação na bacia leva para chegar ao estuário e alterar a altura do nível do Rio.

Objetivo 1- Determinar os principais controladores de clima das anômalas alturas das marés no estuário da Amazônia.

O nosso estudo foca na influência do clima nas partes norte e sul do estuário amazônico. O Canal do Norte é a parte do estuário que está entre o estado do Amapá e a Ilha de Marajó, enquanto o Canal Sul é definido por Marajó e pela parte continental do estado do Pará. A maior parte do fluxo do rio Amazonas vai para o Canal Norte e Sul, onde há influência do rio Tocantins.

Baseado em 5 anos (2007-2012) de dados da altura da maré do Canal Norte em Porto Santana, Amapá, encontramos a variável que melhor se correlaciona com as alturas das marés mensais, dado que esta é uma bacia com ampla pluviosidade nos meses anteriores. Os três meses de tempo entre precipitação na bacia e anomalias na altura da maré estão relacionados com a média de residência da água na bacia ou, em outras palavras, o tempo que a precipitação leva para atingir a boca do rio onde ela inicialmente cai.

Não existe uma tendência significativa na altura da maré em Santana. No entanto, nenhuma análise conclusiva pode ser feita com base em 5 anos de dados. Sendo assim, nosso próximo passo é avaliar por satélite estimado SLH em relação as alturas das marés, para investigar em que medida o SLH afeta os lançantes.

Os dados de elevação no Canal Sul é inexistente até onde sabemos, assim a nossa análise faz o uso de dados no longo prazo do rio em Marabá , que está localizado no rio Tocantins à montante da represa do Tucuruí.

A precipitação na bacia do rio Tocantins determina, em grande medida, as anomalias do nível da água em Marabá, mas esta relação não é uniforme ao longo do ano. Os valores de correlação são mais altos em meses com maior variabilidade de precipitação (Out-Mai) e menores de junho à setembro.

Trata-se aqui de um resultado importante: dado a precipitação de Caboclos, as marés durante a seca estão se tornando mais altas e mais prolongada e a precipitação da bacia não é um estimador confiável para alturas do nível da água em JJAS.

Por outro lado, as tendências relatadas por Caboclos também podem ser encontradas nos dados referentes ao nível da água em Marabá.

Efeitos da Dinâmica da Demanda dos Frutos do Açaí na Composição Florística e Caracterização Sócio-Econômica no Estuário Amazônico

Efeitos da Dinâmica da Demanda dos Frutos do Açaí na Composição Florística e Caracterização Sócio-Econômica no Estuário Amazônico

Nas últimas três décadas a demanda pelo açaí no estado de Pará cresceu gradualmente. Atualmente a produção e mercado da fruta de açaí são à base da economia de mais de 20 municípios paraenses. Aproximadamente 25.000 famílias dos 20 municípios estão diretamente envoltas em sistemas de manejo e conservação florestal e agroflorestal para a produção, processamento e venda da fruta do açaí (Xavier et al. 2005). A pesquisa foi feito na comunidade ribeirinha São João Batista da Ilha Guajarazinho do município de Abaetetuba, que é um dos municípios onde a produção de açaí cresceu mais de 10 vezes nos últimos três anos (Hiraoka & Rodrigues 1997). Os moradores das comunidades rurais reportam um incremento das áreas agroflorestais e florestal em suas propriedades e um aumento da produção do açaí em relação à expansão da demanda e aumento dos preços. Este trabalho pretende avaliar os impactos das mudanças na demanda e nos preços do açaí na (i) diversidade dos sistemas agroflorestais e florestais locais e (ii) os impactos na densidade e composição florística das áreas agroflorestais e florestais manejadas ou conservadas pelos ribeirinhos. Para o qual se empregou três tipos de metodologia (dois qualitativos e um quantitativo): i. Entrevistas semi-estruturadas selecionadas aleatoriamente a 30 famílias que mantenham uma combinação de floresta, quintais, áreas de plantio e manejo do açaí na propriedade, com a finalidade de compreender o manejo, produção e comercialização utilizada do açaí pelos diferentes produtores na área de estudo; ii. Entrevistas abertas realizadas a pessoas mais velhas das comunidades para conhecer o processo histórico das atividades agro-extrativistas; e iii. Inventario florístico com a finalidade de caracterizar a composição florística atual dos açaizeiros, estabeleceram-se dez parcelas de 20 x 50 m (1000 m2 ou 0.1 ha) no cada propriedade, formando assim um hectare na área de estudo e forem medidos todos os indivíduos adultos > 10 cm de DAP, para palmeiras com DAP > 2 cm e estimou-se a altura total (H) de cada individuo da base até o ponto mais alto das folhas, Os indivíduos em touceiras forem medidos separadamente em função do perfilhamento (reprodução vegetativa) (Jardim et al. 2007). Como resultado das entrevistas semi-estruturadas encontrou-se que todos os moradores da Ilha Guajarazinho realizam uma limpeza total dentro de seus açaizais, retirando as doenças, cortando os troncos de açaí mais altos (> 10 m), deixando as touceiras com 3 – 4 pés (filho), além disso, deixam os arvores madeireiras que tem valor econômico para mais diante utilizar. Estes árvores são utilizadas atualmente para dar sombras aos açaís. As árvores frutíferas plantados nos açaizeiros também são peças fundamentais para a produção de açaí, já que os proprietários utilizam as folhas e frutos caídos para adubo da terra e os frutos para o consumo e venda pelos proprietários como miriti e manga. O preço da venda varia de R$ 7,00 a mais de R$ 50,00 dependendo da época (safra e ente safra) e a venda realizam para marreteiros, mercado de Abaetetuba e alguns levam direitamente para Belém. Com respeito ao processo histórico das atividades agro-extrativistas obteve-se como resultado, que a intensificação dos processos produtivos agro-extrativista na comunidade - siringa (extração do látex para a borracha), cana (extração para cachaça) e açaí (extração de frutos e palmito), levaram à perda da composição florística primária constituindo-se principalmente em floresta secundárias com baixo índice de biodiversidade (Índice de Shannon-Wiener e Índice de Simpson). O processo produtivo mais predatório da floresta primária foi à atividade da cana, já que o sistema de produção desta atividade consiste no corte da vegetação, mediante a roça total e posterior queima no quintal como sistema de preparação da terra para a plantação da cana. Na caracterização florística, registraram-se um total de 1.043 indivíduos em 1hectare, encontrando três espécies de palmeiras arbóreas, dentro deles temos: Euterpe oleracea Mart. “açaí”, Mauritia flexuosa L.f. “miriti” ou “buriti” e Astrocaryum murumuru Mart. “murumuru”. Outras espécies de importancia valor econômico e de maior freqüência forem encontradas: Hevea brasiliensis “Seringa”, Virola surimanensis e “Ucuuba” Pterocarpus sp “mututi”. Alem disso, encontraram-se arvores frutais Inga sp “inga”, Mangifera indica “manga”, Musa sp “banana”, Anacardium occidentale “caju”, Theobroma cacao “cacau”, Theobroma grandiflorum “cupuaçu”, Citrus sp “limão”.

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